Se acreditamos que basta um olhar, não há palavras mas inspirações desse olhar...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Imperativo é escolher a forma.
O caminho não é perfeito,
Tudo depende dos passos.
Importante é estarmos convencidos
Que o tempo que passa por nós,
É história que se conta mais tarde
Numa tarde solarenga à entrada
Da janela que te leva ao coração.
Urgente é dar o que pensamos não ter
Porque temos mais do que pensamos,
E há quem precise de gestos memoráveis.
E ergam-se os sentidos,
Pois a palavra já está escrita.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Deixa-me percorrer o sentido inverso à nossa estrada.
Sentir as risadas soltas a cada madrugada,
E o cansaço feliz de mais um dia ido.

Deixa-me ser mais uma vez, e outras tantas vezes,
Essa porta aberta ao teu sonho,
O teu pensamento descalço…

E percorrer novamente essa estrada,
Pedir-te o olhar atento de todos os dias.
E nunca mais me perder.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Tenho exigido da vida o improvável,
Não o impossível…
São coisas diferentes.
Às vezes sinto-me a perder a tela
Para um traço rafeiro e incalculado.
Nota de uma exigência promíscua,
Que um dia ausentei de mim.

domingo, 4 de março de 2012

às vezes não sinto o que deveria sentir
sinto apenas que resisto e não existo
que nada me detém, ou nada me contém
que é tudo apenas um passeio descomprometido
num sítio mais ou menos bonito...

exijo querer mais,
não há sonho que resista à vontade de o querer.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Espera-me esta noite.
Não prometo vitórias,
Apenas alegres momentos
Desajeitados, descomprometidos...

Sei que voltarei depressa
Ao teu abraço inconstante,
À tua lista incontornável de desejos,
Ao teu suspiro…

Não te iludas de beleza,
Voltarei quase agreste,
Um pouco de nada,
Para te dar um pouco de tudo.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Quero dizer-te que não.
Não vivo de ti.
Não vivo do que pensas ou fazes.
Não vivo de instantes, mas de momentos.
Não vivo do que recordo, mas do que memorizo.
E de ti, pouco ou nada me lembro.
Não, não voltarei a alimentar este prefácio
Não voltarei a desculpar-te as idas
repentinas e os instantâneos regressos.
Não tolero mais as entradas naquilo que é meu.
Não! Hoje sinto-me egoísta, deixa-me sonhar...
Desculpa esta minha intrusão sincera
Esta vontade explícita de entrar sem licença
De permanecer sem perguntar se posso
E deixar-me estar aqui ao teu lado.

Hoje descalcei-me de preconceitos
Deixei à porta pedaços desconcertados
E segui inteira.

Não sei se deste conta de mim
Sentei-me aqui no canto para não incomodar
Mas vejo-te de longe, feliz.