Peço-te que desaceleres o passo para que eu te possa acompanhar por um instante e contar-te aquela história que tens evitado ouvir. Bates tão forte, que nem um tambor afinado conseguiria tocar-te, de tão alto que te elevas. Escuta-me com atenção, porque nem sempre as minhas palavras são adequadas aos teus ouvidos e, mesmo cantadas, não tenho certeza que acompanhes a minha melodia. Tem calma. Respira. E procura encontrar-te em ti, como se da busca de uma essência milagrosa tudo isto se tratasse. Não te prometo que a encontres de imediato, que possas conhecer essa desencantada felicidade que, sem querer, mandaste embora. Mas talvez a possas reconstruir, nota por nota, palavra por palavra, verso por verso, até chegares àquela parte onde tudo se completa…
Não desanimes!
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
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